Introdução
A pesca artesanal é responsável por aproximadamente 50% de todo o pescado capturado para o consumo humano e ocorre normalmente em comunidades caracterizadas pela pobreza e insegurança alimentar de países em desenvolvimento.
Se o Código de Conduta para a Pesca Responsável for respeitado, a pesca artesanal pode contribuir de maneira significante para a economia nacional além de garantir:
· políticas que enfoquem a proteção dos ecossistemas;
· investimento em ciência e tecnologias que aumentem a produção de alimentos com o mínimo de danos à natureza;
· recuperação dos ecossistemas degradados e promoção do uso de tecnologias e alternativas que aumentem a eficiência do uso da energia, reduzindo os danos ambientais.
Estudos estimaram em mais de 10 mil o número de pessoas que vivem direta ou indiretamente da pesca artesanal na região da Baixada Santista no litoral de São Paulo (GEFE et al., 2003), nestas comunidades pesca artesanal possui objetivo comercial, porém sem vínculo empregatício com a indústria de processamento ou comercialização do pescado, são eminentemente familiares e seguem os mesmos processos e aprendizados por incontáveis gerações. Estas comunidades normalmente vivem em situações de grande vulnerabilidade social (insegurança alimentar,
invisibilidade social, poucos avanços em suas técnicas de trabalho, baixo IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, etc).
Dentre as TICs, a internet se transformou para os cidadãos em um eficiente instrumento de inclusão, difusão de conhecimento, informação, lazer e um excelente meio de comunicação com um custo muito acessível a qualquer local que também tenha uma conexão com a rede.
A partir das experiências e conhecimentos bem sucedidos, desenvolvidos dentro do Cibernarium (http://cibernarium.prefeitura.sp.gov.br/), projeto subvencionado pela Comunidade Européia e localizado na região central da cidade de São Paulo, que recebe e desenvolve projetos de integração dos cidadãos a partir das TICs e troca de experiências, propomos a criação de espaços virtuais e espaços físicos (1 base TIC na Capital responsável pela infra e tecnologia dos pólos, 1 grande base TIC localizada no litoral, com espaços maiores para cursos no local, 8 polos TIC, localizados em cada uma das cidades indicadas da Baixada Santista) para capacitar as comunidades envolvidas na pesca artesanal promovendo sua inclusão social através da utilização das TIC´s como instrumento de promoção da cidadania. |